O mote eleitoreiro

Hoje, teoricamente, acaba a tirania dos santinhos. Contabilizei por alto uma média do número de publicações de campanha colocados por dia no meu carro nos estacionamentos da cidade: 6 do trabalho, 4 na UnB, 4 na academia e 5 em bares e restaurantes. Isso significa que, em média, meu carro chegou a ser premiado com 19 panfletos por dia. Fora o que não foi contabilizado ... esse mês ainda andei pela torre de tv, festas com estacionamento ao ar livre, cinema nos fins de semana e trabalhei num jantar de um político desprezível (OVERDOSE, socorro). Considerando que a euforia gráfica foi intensificada quando faltava um mês de eleição, são quase trinta dias de divulgação - será que o jejum eleitoral vai ser respeitado? - e mais de 600 papéis incovenientes bombardeando uma eleitora.
Passemos então ao conteúdo. Estabeleci alguns critérios para o trato dos materiais de campanha "recebidos":
- Não ler o mesmo folder mais de uma vez, a não ser que seja de um dos meus candidatos;
- Nunca ler nada com a imagem de um homem de terno completamente branco, tenho muito medo deles (geralmente são candidatos do PP);
- Desconsiderar aqueles com sobrenome Roriz. Uma questão de princípios. Dedé, Paulo, Jacqueline, o próprio e afins... sorry;
- Privilegiar a análise dos termos em negrito, afinal deve haver algum um propósito nisso;
- Observar, além das propostas e dos clichês, a diagramação caótica dos panfletos. Quem fizer a mais escatológica ganha o prêmio inelegível do ano;
- Para publicações de tamanho A4 - ou maior que isso, eu já vi! - sentir pena do candidato. Pra esse tipo de público-alvo, motoristas irritados com tanta propaganda política colocada equivocadamente em seus veículos, o efeito do mini-jornal é próximo de zero no approach.
- Considerar prepotentes os candidatos que distribuem, além dos "informativos", adesivos. O cara acha que é tão irresistível assim a ponto de despertar em mim um desejo incontrolável de propagandear a sua candidatura?
- Corrigir mentalmente todos os erros de português dos panfletos, atribuindo mais pontos negativos aos básicos, e encaixar seus canditados na categoria Potencialmente Semi-analfabetos e Indignos;
- Depois da contemplação forçada, colocar tudo no lixo.
Impossível não fazer algumas considerações sobre a publicidade das campanhas eleitorais. O que me chamou a atenção disparado foi a característica mais ressaltada pelos candidatos atualmente, diante do contexto de abundante corrupção evidente: "meu nome nunca esteve envolvido em nenhum escândalo". Maltido diferencial! O certo e o ideal passou a ser artigo de luxo, moeda valiosa na disputa pelo voto. Quer dizer, hoje temos que agradecer ao fato do cara não se meter em sujeira. Políticos queridinhos, deixa eu situar vocês: isso não é nada além do básico. Tratar o dinheiro público com respeito é básico, exercer o seu mandato honestamente é o mínimo diante da responsabilidade tão grande que é legislar pra sociedade. Então não me venham com churumelas, eu não vou baixar o meu nível de exigência nem vangloriar nenhum mané porque simplesmente o básico foi feito, não é nessa vida que vou ser adepta da filosofia "rouba mas faz" e suas derivações. Imagina o que o meu chefe vai dizer se eu for pedir um aumento pra ele com o seguintes argumentos: "Mas eu não sou analfabeta! Eu sempre chego na hora certa! Eu não durmo nem espalho o caos durante o expediente!"...
Tem aqueles clichês históricos, tristes, mas que dão toda a cara de uma eleição. Sem eles, talvez até nos sentiríamos desnortead@s. Primeiro vem a promessa impossível - não vou usar "mirabolante" porque uma candidata pouco digna daqui adora essa palavrinha ... Gente, sai dessa, ninguém mais dá moral pra isso! Pelo amor de Deus, a UnB tá ralando pra pagar os professores e manter a limpeza digna dos banheiros e GERAL prometendo 25 mil campi novos! Detalhe, fast-building né, em menos de 4 anos. O que, debate conceitual sobre o assunto, verificar a viabilidade desses projetos, pra quê? Transformam a universidade pública em outra moeda de campanha ... P*@! Pela primeira vez eu senti vontade de assistir TV com o magnífico. Até ele deve ter ficado chocado. Saindo da esfera candanga, outra vez um candidato (MT, se não me engano) propôs encanar o mar. Piscina de água salgada no planalto central, e com importação da legítima areia de praia. O mareoduto ia ligar Cuiabá ao Rio ... pô, absurdo por absurdo bota esse cano na Bahia, leva uma água quentinha praquele calorzinho bom de matar um.
Preciso reconhecer que houve alguns avanços. A maioria do material que eu vi não tem mais aquela cara de sindicato dos anos 80 - talvez porque os partidos seguidores dessa linha não têm recursos para elaborar publicações impressas. Atribuo isso ao efeito borboleta da ação Duda Mendonça, essencial para a vitória do atual presidente em 2002. A construção de uma imagem plural e sem vícios clichês foi, na minha opinião, o fator decisivo daquela eleição. Só a Regina Duarte ainda sentia medo do Lula. Vários candidatos aprenderam direitinho a lição, não só no que se refere à sua linha editorial dos panfletos, mas na própria condução da campanha. Não ouvi nem metade do que esperava sobre a quebra do sigilo do painel e, salvo o espetáculo da mídia em torno do dossiê, tentativa desesperada de evitar a reeleição do presidente, e a cobertura totalmente parcial da mídia, os ataques a respeito do mensalão foram muito mais brandos do que a atmosfera pré-eleitoreira indicava. Em geral, foram campanhas vocacionadas por propostas. Aqui em Brasília, quando Arlete e Abadia tentaram sair da linha light e partir pro ataque, Fátima Passos, a célebre candidata do PSDC (E E E maelll um-de-mo-cra-tra-cris-tão) se manifestou: "Vamos fazer um debate de idéias, e não de acusações ... aos 12 anos realizei um sonho, comprei minha primeira calça jeans!". Não consigo me conter escrevendo isso ...
Entonces, depois de toda essa reflexão, não poderia deixar de sugerir algumas idéias para a campanha eleitoral de 2010:
- As coligações podiam pensar em maneiras criativas de lidar com a rejeição do seu material de campanha. Junto com os santinhos, podiam distribuir um daqueles saquinhos de lixo que você coloca na marcha do carro, pra facilitar o escoamento;
- Vermelho, verde e azul já era. Essa moda RGB tem quer ser substituída pelo espectro CMYK. Que ótimo seriam as campanhas pink, amarelas, púrpuras! Asseguraria mais tempo de leitura aos panfletos.
- POR FAVOR, vamos acabar com isso de um candidato apresentando outro. Isso no mínimo é um desafio à inteligência do eleitor. Sou super a favor da inclusão dos portadores de necessidades especiais na esfera pública sem cotas, mas acredito que a mudez dos possíveis deputados deva ser publicizada. Aliás, isso motivaria propostas de campanha muito mais interessantes.
- Os trocadilhos devem ser reinventados. Entre nome e número (Candidato do PFL: "Fulano 23123, depois do Arruda 1-2-3!"), pai e filha ( Jacqueline Roriz: "Papai Roriz disse que o sonho da vida dele é ter uma filha na política..." não fode!), bandeira e campanha (Candidato pastor evangélico: "eu vou botar aquele congresso de joelhos"), característica física e atuação (Candidata anã: "Pequena no tamanho, grande na força de vontade!") e por aí vai;
- Pelo amor de Deus, não é Luiza Helena... É HELOÍSA HELENA!;
- Finalmente e mais importante: chega de tanto marketing pessoal fictício, promessas insalubres, irresponsabilidade com bem público. A sociedade não aguenta mais tantos picaretas, essa agressão é gratuita e mexe com a auto-estima do povo. Não queremos nada além do essencial: respeito, honestidade, compromisso e projetos transformadores que contribuam para diminuir a injustiça social que impera nesse país. Os manés que estão pensando em se eleger pra mamar nas tetas do estado e operar a máquina pública em seu favor ... são uns manés mesmo, pobres de espírito, carrascos sociais, crápulas engravatados de plantão! Se a justiça convencional não for eficiente para puni-los como merecem, os astros dão um jeito.
Em 2014 votem em mim!
Passemos então ao conteúdo. Estabeleci alguns critérios para o trato dos materiais de campanha "recebidos":
- Não ler o mesmo folder mais de uma vez, a não ser que seja de um dos meus candidatos;
- Nunca ler nada com a imagem de um homem de terno completamente branco, tenho muito medo deles (geralmente são candidatos do PP);
- Desconsiderar aqueles com sobrenome Roriz. Uma questão de princípios. Dedé, Paulo, Jacqueline, o próprio e afins... sorry;
- Privilegiar a análise dos termos em negrito, afinal deve haver algum um propósito nisso;
- Observar, além das propostas e dos clichês, a diagramação caótica dos panfletos. Quem fizer a mais escatológica ganha o prêmio inelegível do ano;
- Para publicações de tamanho A4 - ou maior que isso, eu já vi! - sentir pena do candidato. Pra esse tipo de público-alvo, motoristas irritados com tanta propaganda política colocada equivocadamente em seus veículos, o efeito do mini-jornal é próximo de zero no approach.
- Considerar prepotentes os candidatos que distribuem, além dos "informativos", adesivos. O cara acha que é tão irresistível assim a ponto de despertar em mim um desejo incontrolável de propagandear a sua candidatura?
- Corrigir mentalmente todos os erros de português dos panfletos, atribuindo mais pontos negativos aos básicos, e encaixar seus canditados na categoria Potencialmente Semi-analfabetos e Indignos;
- Depois da contemplação forçada, colocar tudo no lixo.
Impossível não fazer algumas considerações sobre a publicidade das campanhas eleitorais. O que me chamou a atenção disparado foi a característica mais ressaltada pelos candidatos atualmente, diante do contexto de abundante corrupção evidente: "meu nome nunca esteve envolvido em nenhum escândalo". Maltido diferencial! O certo e o ideal passou a ser artigo de luxo, moeda valiosa na disputa pelo voto. Quer dizer, hoje temos que agradecer ao fato do cara não se meter em sujeira. Políticos queridinhos, deixa eu situar vocês: isso não é nada além do básico. Tratar o dinheiro público com respeito é básico, exercer o seu mandato honestamente é o mínimo diante da responsabilidade tão grande que é legislar pra sociedade. Então não me venham com churumelas, eu não vou baixar o meu nível de exigência nem vangloriar nenhum mané porque simplesmente o básico foi feito, não é nessa vida que vou ser adepta da filosofia "rouba mas faz" e suas derivações. Imagina o que o meu chefe vai dizer se eu for pedir um aumento pra ele com o seguintes argumentos: "Mas eu não sou analfabeta! Eu sempre chego na hora certa! Eu não durmo nem espalho o caos durante o expediente!"...
Tem aqueles clichês históricos, tristes, mas que dão toda a cara de uma eleição. Sem eles, talvez até nos sentiríamos desnortead@s. Primeiro vem a promessa impossível - não vou usar "mirabolante" porque uma candidata pouco digna daqui adora essa palavrinha ... Gente, sai dessa, ninguém mais dá moral pra isso! Pelo amor de Deus, a UnB tá ralando pra pagar os professores e manter a limpeza digna dos banheiros e GERAL prometendo 25 mil campi novos! Detalhe, fast-building né, em menos de 4 anos. O que, debate conceitual sobre o assunto, verificar a viabilidade desses projetos, pra quê? Transformam a universidade pública em outra moeda de campanha ... P*@! Pela primeira vez eu senti vontade de assistir TV com o magnífico. Até ele deve ter ficado chocado. Saindo da esfera candanga, outra vez um candidato (MT, se não me engano) propôs encanar o mar. Piscina de água salgada no planalto central, e com importação da legítima areia de praia. O mareoduto ia ligar Cuiabá ao Rio ... pô, absurdo por absurdo bota esse cano na Bahia, leva uma água quentinha praquele calorzinho bom de matar um.
Preciso reconhecer que houve alguns avanços. A maioria do material que eu vi não tem mais aquela cara de sindicato dos anos 80 - talvez porque os partidos seguidores dessa linha não têm recursos para elaborar publicações impressas. Atribuo isso ao efeito borboleta da ação Duda Mendonça, essencial para a vitória do atual presidente em 2002. A construção de uma imagem plural e sem vícios clichês foi, na minha opinião, o fator decisivo daquela eleição. Só a Regina Duarte ainda sentia medo do Lula. Vários candidatos aprenderam direitinho a lição, não só no que se refere à sua linha editorial dos panfletos, mas na própria condução da campanha. Não ouvi nem metade do que esperava sobre a quebra do sigilo do painel e, salvo o espetáculo da mídia em torno do dossiê, tentativa desesperada de evitar a reeleição do presidente, e a cobertura totalmente parcial da mídia, os ataques a respeito do mensalão foram muito mais brandos do que a atmosfera pré-eleitoreira indicava. Em geral, foram campanhas vocacionadas por propostas. Aqui em Brasília, quando Arlete e Abadia tentaram sair da linha light e partir pro ataque, Fátima Passos, a célebre candidata do PSDC (E E E maelll um-de-mo-cra-tra-cris-tão) se manifestou: "Vamos fazer um debate de idéias, e não de acusações ... aos 12 anos realizei um sonho, comprei minha primeira calça jeans!". Não consigo me conter escrevendo isso ...
Entonces, depois de toda essa reflexão, não poderia deixar de sugerir algumas idéias para a campanha eleitoral de 2010:
- As coligações podiam pensar em maneiras criativas de lidar com a rejeição do seu material de campanha. Junto com os santinhos, podiam distribuir um daqueles saquinhos de lixo que você coloca na marcha do carro, pra facilitar o escoamento;
- Vermelho, verde e azul já era. Essa moda RGB tem quer ser substituída pelo espectro CMYK. Que ótimo seriam as campanhas pink, amarelas, púrpuras! Asseguraria mais tempo de leitura aos panfletos.
- POR FAVOR, vamos acabar com isso de um candidato apresentando outro. Isso no mínimo é um desafio à inteligência do eleitor. Sou super a favor da inclusão dos portadores de necessidades especiais na esfera pública sem cotas, mas acredito que a mudez dos possíveis deputados deva ser publicizada. Aliás, isso motivaria propostas de campanha muito mais interessantes.
- Os trocadilhos devem ser reinventados. Entre nome e número (Candidato do PFL: "Fulano 23123, depois do Arruda 1-2-3!"), pai e filha ( Jacqueline Roriz: "Papai Roriz disse que o sonho da vida dele é ter uma filha na política..." não fode!), bandeira e campanha (Candidato pastor evangélico: "eu vou botar aquele congresso de joelhos"), característica física e atuação (Candidata anã: "Pequena no tamanho, grande na força de vontade!") e por aí vai;
- Pelo amor de Deus, não é Luiza Helena... É HELOÍSA HELENA!;
- Finalmente e mais importante: chega de tanto marketing pessoal fictício, promessas insalubres, irresponsabilidade com bem público. A sociedade não aguenta mais tantos picaretas, essa agressão é gratuita e mexe com a auto-estima do povo. Não queremos nada além do essencial: respeito, honestidade, compromisso e projetos transformadores que contribuam para diminuir a injustiça social que impera nesse país. Os manés que estão pensando em se eleger pra mamar nas tetas do estado e operar a máquina pública em seu favor ... são uns manés mesmo, pobres de espírito, carrascos sociais, crápulas engravatados de plantão! Se a justiça convencional não for eficiente para puni-los como merecem, os astros dão um jeito.
Em 2014 votem em mim!

10 Comments:
Sempre acreditei no seu talento.
Meu voto vai para: Fábia Galvão.
Depois que eu for eleita, claaaaro.
rsrsrsrsrs...
Dá-lhe amiga.Tirou as palavras da minha boca!!!!!!
Muito bom,por mim você já está eleita.
Saudades e beijocas.
Acabou o período de propaganda eleitoral, e as cigarras que se esgoelam ao pé do meu ouvido neste exato momento soam como música.
Sabe que eu sou seu eleitor cativo, né?
Meu voto é seu!
Fábia, em 2014 vc tem grandes chances de ganhar. Vai ter Copa do Mundo no Brasil. Basta apenas dizer: sou uma mulher que torce pela nossa seleção. Pra frente, Brasil, e torcer para o Brasil ser, no mínimo, suficientemente capaz de jogar bem.
Bom, adorei o seu plano de governo. O melhor até agora. Ainda bem que não é candidata. Caso contrário, de tão bem escrito, diria que é apeans discurso.
hehee.
Vou pensando nas suas frases de efeito.
Vote, Fábia Galvão,
uma rapina contra os ladrÃO (enfase no português mal dizido)
Galvão na Copa e na presidência do país.
Te cuida, Galvão.
Vote em Fábia, uma águia, ou melhor, um Galvão contra a corrupção.
hehe..eh melhor eu parar por aqui.
Beijos.
Ela põe rosa no voto!!!
"And the Pulitzer goes to Fábia Galvão!!!" =)
clap! clap! clap!
Sagaz teu texto "mulé", arrebentou, só que eu acho que você não "cotizou" devidamente o número de papéis na UnB... eu recebo uns 10 facilmente :P E isso é foda... Eu nunca jogo nada no chão, mas é uma raiva tãããããããoooo grande ver papéis colados no para-brisa, vidros laterais... afff... que vontade de arrancar tudo! Mas eu sempre pego e arremesso dentro do carro... ta parecendo uma lixeira, mas viva a cidadania :/
Ahhhhhhhhhh! Hoje até no pôr do sol um candidato do PSOL veio me entregar panfleto o.O
EEEEEEEEEEEEEEEE... fora o adesivo que coloram no meu carro sem a minha permissão, mas tudo bem, ele bancou a festa... hahaha valeu a pena o trabalho de tirar, se ele fizesse sempre festas dessa e a única coisa que eu tivesse de pagar seria tirar um adesivo do meu carro, ta massa. Só espero que não seja dinheiro público e em vez dele ficar fazendo festinhas que aliementasse algumas das milhões de pessoas famintas no Brasil. (*UTOPIA*)
Quer que eu seja sincero? Eu NÃO tenho a mínima idéia em quem votar :/ Na real, pra mim todos têm propostas iguais, pacote plus-clichê-eleićão (não acorrupćão, saúde, educaćão. combate ao desemprego etc...), todas dão exatamente essas propostas, mas infelizmente, eu NÃO ACREDITO que nenhum deles vá cumprir o que diz. Se até domingo eu não descobrir ninguém pra votar, vou anular tudo e que a maioria "bem informada" (leia-se comprada, currais eletorais, coronelismo etc..) que decida o futuro do país. (Que país é esse?).
Essa pseudo-democracia vai perpertuar-se enquanto as elites toscas se manterem no poder e elas vão se manter no poder até que se mude esse processo eleitoral, onde elege-se quem investe mais dinheiro. A outra općão é que eles sejam bonzinhos com o povo (prefiro esperar o papai noel). Aliás essa foi a tese que eu utilizei na minha redaćão do vestibular, ganhei um 8.3+ =)
Teoricamente, eu deveria me sentir representado por aqueles mongolóides engravatados que sentam naquelas cadeiras super boas do congresso / câmara, sinceramente nenhum daqueles imbécis me representam... e nem nunca vão representar nesse processo ridículo de representatividade.... por exemplo, você nem sabe se o candidato que você elegeu, votou o projeto da forma que prometeu a você durante a campanha...isso é apenas uma das pequenas milhares de bostas nesse mar de merda que é a política.
Quer a real?!?!?! Que voltem as Ágoras atenienses e que todos tenham poder de dizer e ouvir, e que realmente o povo tenha poder de decisão. Não precisamos de ninguém para pensar por nós, todos somos seres pensantes e podemos tomar nossas própias decisões.
Leo Marques. Amo-te Fábia.
Bravo!!!!!
Eu me candidato antes. Em 2010!
Conto com teu voto! Beijo.
E concordo com tudo que falaste.
Diego.
Voto em você em 2014, lindona!
Ah, sim...quer apostar quanto que teremos Carlinhos Beauty em 2010?? Menina, vai ser t-u-d-o! =P Do jeito que as coisas vão...
Impactos:
Etapa da Construção:
Impactos ambientais dos acampamentos de obras. Os impactos ambientais
do acampamento de obras de Campos Novos serão temporários e poderão
ser mitigados com procedimentos padrão de gestão do meio ambiente
(principalmente a erosão do solo e a sedimentação, a emissão de
poluição e ruído, a contaminação da água e os riscos de derramamento,
entre outros). Erosão do solo: levando-se em conta que a maior parte
do solo local é considerada como de alto potencial de erosão, a
construção no local do Projeto pode resultar em aumento da erosão do
solo devido à sua remoção superficial, à exploração de áreas de
empréstimo, à abertura de estradas de acesso e a outros fatores.
Além disso, algumas áreas terão o solo exposto durante o desmatamento
(desflorestamento), o que poderá aumentar a erosão do solo e causar
algumas pequenas
falhas nas encostas. Contaminação do ar, do solo e da água: as
atividades de construção
(como escavação, terraplanagem, limpeza e manutenção de veículos, movimentos de
caminhões, perfuração e explosão, alojamento para os trabalhadores e
instalações de
apoio, etc.) resultarão em aumento temporário de ruído, poeira,
emissões no ar, poluição
da água (esgotos, escoamento de águas pluviais) e eliminação de resíduos.
Derramamentos de óleo e contaminação da água e do solo são riscos potenciais em
instalações de armazenamento de combustível e atividades de abastecimento.
* Flora e fauna. A limpeza e o enchimento do reservatório
resultarão em fragmentação do
hábitat e/ou mudanças na flora e na fauna nas áreas adjacentes ao
reservatório. A
diminuição de hábitats é mais importante para algumas espécies,
principalmente os
grandes carnívoros, que precisam de grandes territórios e não migram
de um fragmento
para outro. A submersão de partes da floresta ombrófila mista e
floresta ombrófila
decidual bem preservadas colocarão em risco o processo de sucessão da
vegetação devido
à redução de reservas genéticas. Algumas espécies da fauna poderão desaparecer
temporariamente da área (especialmente aquelas com requisitos mais
específicos de
alimentação e reprodução e que vivem nas áreas do núcleo da floresta),
ao passo que
espécies generalistas poderão ter um aumento em sua população. Entretanto, esses
impactos terão importância moderada, considerando-se o nível atual de
degradação da
flora e da fauna e as atividades extensivas de agricultura e criação de gado.
O desvio do rio e o enchimento do reservatório podem levar a uma
mudança na variedade
da ictiofauna. Algumas espécies de peixes usam as condições dos rios
para alimentação e
reprodução. Portanto, a perda desse habitat poderá causar uma
diminuição na população
dessas espécies.
Etapa da Operação:
* Perda de terra e produção da agricultura. O reservatório de
Campos Novos resultará na
perda de aproximadamente 25 km2 (área total afetada de 34 km2 menos os
9 km2 de leito
do rio Canoas existentes). A área rural diretamente afetada pelo
reservatório (ADA)
caracteriza-se por algumas grandes propriedades, voltadas para criação
extensiva de
gado, e pequenas propriedades agrícolas, as quais, em sua maioria,
praticam a agricultura
de subsistência. A inundação resultará na perda de terra que consiste
principalmente de
florestas secundárias e mato, mas que também abrange algumas áreas usadas para
atividades de agricultura (por exemplo, feijão e milho) ou de criação
(por exemplo, de
gado e porcos). A perda da produção agrícola causada pelo reservatório
afetará somente
1,35% do total de terra destinada à agricultura dos municípios envolvidos.
* Qualidade da água. As mudanças nas características da massa de
água existente no
tocante à qualidade e ao uso, causadas pelo enchimento do reservatório, serão
significativas. Algumas das potenciais mudanças incluem: estratificação térmica,
alteração na diversidade e densidade de bentos, aumento de sais
minerais, aumento de
sedimentação e geração de gases devido à decomposição de matéria orgânica. Essas
mudanças na qualidade da água e também em seu estado térmico afetarão
a flora aquática
e, em segundo lugar, a fauna. A jusante do reservatório,
considerando-se que a vazão
sanitária mínima do rio será mantida durante o enchimento (18,3 m3/s)
e operação do
reservatório, os impactos, incluindo as condições hidráulicas,
qualidade da água e
biomassa, não deverão ser de grande importância.
* Erosão das margens do reservatório. Pequenas alterações ou
oscilações no nível da água
do reservatório por um curto período poderão causar erosão localizada
do solo e/ou falhas
nas encostas e, portanto, aumento nos sólidos suspensos no
reservatório. Esse impacto poderá ser aumentado se as áreas ao longo
da margem do reservatório forem usadas mais
intensamente.
* Mudança nas águas subterrâneas. O enchimento do reservatório
provavelmente causará
mudanças nos níveis das águas subterrâneas. Depois que o reservatório e as águas
subterrâneas se estabilizarem, o nível do lençol freático às margem do
reservatório deverá
coincidir com a elevação da superfície de água do reservatório. Além
disso, poderá haver
alguma alteração localizada na qualidade da água subterrânea.
* Mudanças na paisagem. Como resultado do reservatório, a paisagem mudará
permanentemente, introduzindo um novo elemento visual (o reservatório)
e eliminando
outro (montanhas e vales, entre outros). Todavia, esse impacto parece
ser de importância
moderada, considerando-se que a paisagem existente não é utilizada
para atividades de
turismo.
* Mudança potencial na atividade sísmica. Estudos realizados nos
reservatórios de Itá e
Machadinho na mesma bacia hidrográfica indicam que a resistência das
pedras à fratura é
maior que as cargas hidráulicas resultantes dos reservatórios.
Entretanto, a pressão da
água poderá contribuir para causar atividades sísmicas menores e
localizadas, de pouca
importância e intensidade e de curta duração, que não interferirão na
normalidade da vida
diária da região.
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